Posts Tagged ‘História do biquíni’

A evolução do maiô

novembro 25, 2009

O maiô   é uma peça única de roupa de banho usada por mulheres. Antecedeu o biquíni e foi utilizado por um tempo razoavelmente curto frente à história das roupas.

Até o início do Século XIX as mulheres não tinham o costume de ir à praia. Somente no início do século XIX surgiu a necessidade de se criar um traje específico para o banho em piscinas e praias. Os primeiros trajes especiais para a praia surgiram no século 19 e eram tão grandes quanto as roupas do dia-a-dia.

 Nas décadas de 20 e 30 a roupa de natação padrão, tanto de homens quanto de mulheres, usada em competições era uma peça única, em algodão, vestindo as pessoas do pescoço aos joelhos. A menor roupa que as mulheres podiam e tinham coragem de usar eram maiôs grandões, que pareciam ter um shortinho por cima. Nos anos 30, começou a ser mais comum se mostrar na praia: pernas de fora eram permitidas e as mais jovens foram as primeiras a adotar com naturalidade.

História do Biquíni

 Em 1946 o mundo conheceu o biquíni, considerado um fato marcante na história causando um impacto semelhante ao de uma bomba na sociedade daquela época pelo seu tamanho reduzido deixando o corpo quase todo à mostra e passou a substituir o maiô nos trajes de banho.

 Por Rosanna Ramos

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O Biquíni – Uma Verdadeira Bomba

novembro 14, 2009

O biquíni brasileiro é conhecido e reconhecido internacionalmente, seja por seu estilo mais ousado, por sua qualidade ou mesmo pela criatividade dos modelos, que o diferencia dos outros fabricados em outros países. Mas o biquíni não é uma invenção nacional. Ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos.

O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de junho de 1946 e causou o efeito de uma verdadeira bomba. Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, descrito por um jornal da época como “quatro triângulos de nada”, o biquíni não emplacou logo de cara.

O primeiro modelo, todo em algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado até demais. Entretanto, para os padrões da época, um verdadeiro escândalo. Tanto, que nenhuma modelo quis participar da divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biquíni, a única a encarar o desafio foi a stripper Micheline Bernardini.

Na década de 50, as atrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme “E Deus Criou a Mulher”, ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos.

No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro, pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais brasileiro dos trajes.

Um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado engana-mamãe, que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni. Foi no início dos 70, que um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo – a famosa tanga.

Durante os anos 80 surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha. E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens.

Nos anos 90, a moda praia se tornou cult e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. Os modelos se multiplicaram e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina.